Volte sempre para me abraçar
Eu preciso de um abraço
Eu gosto de abraço
Volto sempre por um abraço
Não me embriago mais com bebida
Escolhi o abraço para me embebedar
Sigo tonto
Sigo bêbado
Tenho pouco e tenho muito
Perpasso e transito de braços abertos
As flechas, todas, vêm certeiras bem no meio do meu peito
Umas furam, umas amassam e outras me traspassam
De olhos fechados sempre as vejo voando na minha direção
Chegam sem que eu saia do lugar
Porque quero senti-las
Porque quero redirecioná-las
Com isso quase morro
E renasço
