
De provocadores enfurecidos e embriagados incompreendidos
Que ao cuspir suas cachaças ateiam fogo ao chão, aumentando a temperatura da terra e fazendo com que meus pés inchados criem borbulhas de pus incuráveis e eu no ápice do grito de dor, com os cabelos pro alto e rasgando a camisa ao meio (única peça que, ainda, não tinha queimado), e, agora, já desistente de tentar qualquer Sobrevivência, entrego o bem terreno, minha língua, minha linguagem, fonte receptora e cuspidora de sensações. Meu melhor pra uns, meu ridículo pra outros. Ele que me contou vários segredos meus, ele que auto-proclama-se, está nu. Nu ficou mais forte. Com nadadeiras traseiras e dianteiras (ou seriam asas?!). Transformou-se. Tornou-se peixe, ave, inseto, mutável. Aprendeu a nadar se queimando e agora costuma aceitar convites dos que com ele compartilham das transformações do ser.
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