sexta-feira, 29 de março de 2013

Quando chega a hora

Você assusta, mas logo familiariza.
Senti o abraço escorrer pela pele e depois acender um cigarro torna-se inevitável
Fuma, bebe, beija, borra, se joga.
Reprime-se e se imprime numa história estonteante de desejo
O sorriso deixa de ser pseudo pra ser verdadeira mensagem de amor
Transcende, ultrapassa, esfola, incomoda, apazigua, abstrai e dá sentido.
Antagoniza e iguala
Da leveza caminhamos pro peso insustentável do ser, do vivenciar e experiênciar
Ignoro
É quando mais dou importância
Importo e desloco, me desloco.
Me aceito sem ser
Você não mostra e eu vejo
Eu me escancaro e não me enxergo
Percebo o indizível e digo: Não sei o que sou
Vazio e só, sorrio
Ouço: Sabe o que mais gostei em você?
O seu sorriso
Deixou de ser aparência
Passou a ser gosto, desejo, foco de apreciação.
Simplesmente, um sorriso.
Você não pega, vê.
Não ouve, senti.
Envergonhar-me de querer, pegar e ouvir é me envergonhar de gente, de beijar, elogiar, de falar, de escrever e escolher amar.
Uma dose me atrai
O contrário me repele
Deitar e sentir-se á dois
Eu fico todas as vezes que saio
Quando a hora chega
Eu saio todas as vezes que eu fico.

Nenhum comentário:

Postar um comentário